Esta semana adotei uma abordagem diferente. Decidi
falar sobre os fundos oceânicos mais precisamente da Dorsal Meso-atlântica onde
se situa um Oásis chamado Açores. Sabiam que o Homem conhece melhor a
superfície da lua do que os fundos oceânicos? É triste que nos dias de hoje,
não se saiba exatamente como é o fundo do mar. Estima-se que o Homem só conheça
10% dos fundos oceânicos.
Há 200 milhões de anos se formava a maior cordilheira
submarina do mundo, nomeadamente a Dorsal Meso-atlântica.
Este fenómeno consagra-se devido a um movimento divergente
entre placas tectônicas Norte-americana, a placa Euroasiática, a placa
Sul-americana e a Africana no Atlântico Sul. Normalmente têm uma
deslocação/afastamento a um ritmo de 2 a 10 cm por ano, daí o Oceano Atlântico
estar a crescer, e a Europa estar a afastar-se da América.
Os Açores estão no meio de três placas tectónicas (Norte-americana,
Euroasiática e Africana) tendo até mesmo uma Microplaca.
Vulgarmente, percentagem betónica diminui com a
profundidade e com a distância aos continentes, tendo as profundidades abissais
menos de 1% dos valores de biomassa das zonas costeiras. Este fato justifica-se
também pela baixa produtividade da zona fótica em pleno oceano.
A presença das dorsais oceânicas podem
providenciar habitat para as espécies batiais, que de outra forma não
existiriam no meio do oceano. Estudos recentes sobre a dorsal atlântica provam
que nestas vertentes abruptas o substrato rochoso é o habitat de uma grande
diversidade de fauna betónica séssil, dominada por corais, esponjas e crinoides.
Constata-se que a fauna da dorsal médio atlântica tem muitas espécies
conhecidas das margens continentais. A Dra Sylvia Earle afirma mesmo que “um
metro quadrado do fundo dos oceanos tem tantas formas de vida como as florestas
tropicais”
Esta água rica em minerais é projetada em
forma de geyser relativamente contínuo, carregando minerais lixiviados das
rochas, que quando de deparam com a água fria e densa do oceano profundo
precipitam ao redor da chaminé.
Os cientistas
depararam-se com camarões, caranguejos, tubos de vermes, mexilhões, lesmas,
anêmonas e várias espécies de peixes. Muitos estudiosos classificam essas áreas
geológicas como verdadeiros oásis marinhos apresentando uma biomassa semelhante
à de uma floresta tropical.
